
Montadoras ocidentais subestimaram expansão de marcas chinesas, diz Stellantis
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Resumo Rapidim · 16% do texto original
O presidente da Stellantis para a América do Sul, Herlander Zola, afirmou que a indústria automotiva ocidental errou ao prever a velocidade do avanço da eletrificação global, permitindo a disparada das montadoras chinesas. Segundo o executivo, a participação das marcas da China no mercado brasileiro saltou de 9% no ano passado para 17% neste ano, superando 25% no último mês.
Crescimento expressivo dos veículos chineses no Brasil
Zola explicou que, enquanto as montadoras tradicionais descentralizaram a cadeia de fornecedores e focaram em gargalos logísticos durante a pandemia, as empresas chinesas ganharam ampla competitividade por meio da verticalização de sua produção.
Verticalização produtiva e vantagens competitivas
O executivo também criticou a falta de previsibilidade e de incentivos para a indústria instalada no Brasil, apontando a desvantagem de custos em relação a matérias-primas estrangeiras. Dados da Anfavea indicam que, nos oito primeiros meses do ano, o país importou 406,7 mil veículos — 221 mil deles vindos da China, uma alta anual de 109,9%.
Tarifas de importação e proteção da indústria local
Grande parte desse avanço decorre da importação de veículos desmontados ou semidesmontados (CKD e SKD). Zola defendeu regras e tarifas de importação claras para proteger a produção local, enquanto a Stellantis busca acelerar o desenvolvimento de modelos híbridos e elétricos.
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Crédito da apuração original: G1
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