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Movimento dos tecidos guia dispersão de células imunes no embrião, revela pesquisa

Movimento dos tecidos guia dispersão de células imunes no embrião, revela pesquisa

G1há 19 d
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Um estudo conduzido pela University College London e publicado na revista Nature Cell Biology revelou que as primeiras células de defesa de um embrião se orientam pelo movimento dos tecidos em formação para se espalharem pelo organismo. Antes mesmo do surgimento de batimentos cardíacos ou de circulação sanguínea, essas células imunes conseguem alcançar todo o corpo ao acompanhar o deslocamento físico da pele em expansão.

Dinâmica celular antes dos batimentos cardíacos

A pesquisa, liderada pelo pós-doutorando Hoang Anh Le no laboratório do professor Roberto Mayor, utilizou embriões da rã africana Xenopus laevis, espécie comumente analisada por ser transparente. Por meio de filmagens aceleradas, os cientistas constataram que as células de defesa ajustavam sua rota na mesma direção do tecido vizinho, apresentando um atraso de cerca de cinco minutos. A velocidade de deslocamento permaneceu própria, mas a trajetória foi guiada pelo fluxo tecidual.

Testes comprovam influência do fluxo tecidual

Para comprovar o mecanismo, a equipe utilizou proteínas sensíveis à luz que faziam o tecido se contrair sob estímulo luminoso, o que forçou as células imunes a mudarem de direção e emitirem prolongamentos rumo ao ponto ativado. Em testes com embriões inteiros contidos em moldes físicos, o crescimento tecidual foi interrompido, fazendo com que as células de defesa recolhessem seus prolongamentos e ficassem imóveis. Ao serem liberados da contenção, os embriões voltaram a crescer e a dispersão celular foi retomada.

Aplicações na cicatrização e regeneração

Os autores explicam que os sinais mecânicos atuam de forma complementar aos sinais químicos tradicionais, seja pelo atrito direto entre as superfícies das células ou por receptores capazes de detectar a tração física. Segundo Anh Le, esse princípio mecânico pode ser comum a outros tipos celulares, como melanócitos em camundongos e células nervosas no peixe-zebra, sugerindo possíveis semelhanças com o organismo humano. O achado pode subsidiar futuras pesquisas voltadas à cicatrização de feridas e à engenharia de tecidos.

Assuntos

  • células imunes
  • desenvolvimento embrionário
  • movimento tecidual
  • sistema imunológico
  • biologia celular
  • cicatrização
  • xenopus laevis
  • engenharia de tecidos

Crédito da apuração original: G1

Ler matéria completa em G1

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