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MPF investiga impactos de obras no Porto do Recife sobre a pesca artesanal

MPF investiga impactos de obras no Porto do Recife sobre a pesca artesanal

G1há 15 d
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Pescadores da Bacia do Pina denunciam prejuízos decorrentes das obras de dragagem do Porto do Recife. Segundo a Colônia de Pescadores Z-1, que representa cerca de 1,2 mil trabalhadores, a intervenção intensificou o acúmulo de resíduos plásticos no mar e reduziu significativamente a captura de peixes, crustáceos e lagostas. A presidente da entidade, Sandra Lima, afirma que o material dragado tem invadido os covos de pesca em alto-mar.

Prejuízos relatados por pescadores da Bacia do Pina

Iniciada no final de junho, a dragagem conta com investimento de R$ 92 milhões para aprofundar os canais de 10 para 12 metros, permitindo a atracação de navios de grande porte. Segundo o professor Múcio Banja, da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), a movimentação no fundo do estuário pode recolocar em suspensão o lixo plástico trazido pelos rios, facilitando o transporte desses detritos de volta à costa pelas correntes e ventos.

Obras de dragagem e riscos de poluição marinha

A administração do Porto do Recife nega irregularidades e considera improvável o impacto sobre a pesca. O coordenador de projetos do terminal, Alexandre Costa, sustentou que os sedimentos são despejados a seis milhas náuticas da costa em locais autorizados pela CPRH e Capitania dos Portos, atribuindo a queda no pescado à turbidez natural das águas neste período do ano.

Posicionamento do Porto e atuação do MPF

O Ministério Público Federal (MPF) abriu procedimento para fiscalizar as licenças ambientais e avaliar uma compensação financeira aos trabalhadores prejudicados. O procurador da República Antônio Nilo Rayol declarou que conduz reuniões com pescadores, gestores do porto e a empresa executora para harmonizar a atividade econômica com a proteção social, alertando que as indenizações poderão ser determinadas judicialmente caso não haja acordo consensual.

Assuntos

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Crédito da apuração original: G1

Ler matéria completa em G1

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