
Mulher tem primeiro filho após reimplante de tecido ovariano congelado há 23 anos
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Resumo Rapidim · 15% do texto original
Aos 44 anos, a britânica Kassandra Bacon deu à luz seu primeiro filho, Landon, após passar por um reimplante de tecido ovariano que permaneceu congelado por 23 anos. Especialistas apontam que o menino é o primeiro bebê nascido a partir de amostras preservadas por mais de duas décadas.
Preservação da fertilidade antes da quimioterapia
O procedimento de preservação ocorreu quando Bacon tinha 18 anos, após a recidiva agressiva de um linfoma de Hodgkin. Sem tempo hábil para a coleta tradicional de óvulos antes de iniciar a quimioterapia imediata, a cirurgiã Sara Matthews retirou quatro fragmentos de seus ovários. O tratamento oncológico foi bem-sucedido, mas as terapias causaram danos que a levaram à menopausa precoce aos 33 anos.
Jornada para o reimplante e desafios burocráticos
A busca pelo reimplante durou uma década e enfrentou entraves burocráticos no Reino Unido, já que a retirada ocorreu antes da regulamentação local. Com o auxílio de Matthews, o tecido foi transferido e a cirurgia realizada em maio de 2024 no Centro Médico Sheba, em Israel, após adiamentos provocados pela guerra na região.
Retorno da fertilidade e sucesso da fertilização in vitro
Meses após o enxerto, Bacon voltou a menstruar. O casal então recorreu à fertilização in vitro e obteve o resultado positivo no fim de 2025, após três tentativas.
Segundo a literatura médica, o transplante de tecido ovariano restabelece o ciclo reprodutivo em até 94% dos casos e apresenta taxa de nascimentos de cerca de 28%, com mais de 200 bebês já nascidos no mundo por meio dessa técnica.
Assuntos
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Crédito da apuração original: G1
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