
Mulheres desenvolvem mais inteligência emocional que homens por socialização
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Resumo Rapidim · 15% do texto original
Um amplo estudo conduzido pelos pesquisadores Mary Hausfeld, da Universidade de Limerick, e Jochen Menges, da Universidade de Zurique, revelou que as mulheres apresentam, em média, pontuações mais altas de inteligência emocional que os homens. A pesquisa analisou dados acumulados entre 1995 e 2023, abrangendo mais de 600 mil pessoas em 76 países, configurando um dos maiores levantamentos já realizados sobre o tema.
O papel da socialização e estímulos na infância
Os resultados apontam que a vantagem feminina concentra-se na habilidade de reconhecer, compreender e regular as emoções alheias. O estudo sugere que essa diferença decorre principalmente da socialização e da prática adquirida, e não de fatores puramente biológicos. Desde a infância, meninas costumam receber maior incentivo familiar para dialogar sobre sentimentos, enquanto meninos são frequentemente estimulados a suprimi-los. Essa origem comportamental é reforçada pelo fato de a disparidade ser menor entre crianças e apresentar redução gradual ao longo das últimas três décadas.
Inteligência emocional como habilidade treinável
A pesquisa enfatiza que a inteligência emocional é uma competência treinável e um potencial ainda inexplorado pelos homens. No entanto, sua naturalização como um atributo intrínseco feminino transforma o suporte emocional e a resolução de conflitos em obrigações invisíveis e não recompensadas para as mulheres. Diante do cenário, os autores recomendam que as organizações passem a identificar, valorizar em planos de carreira e desenvolver essas habilidades de forma igualitária em todos os seus colaboradores.
Assuntos
- inteligência emocional
- estudo sobre inteligência emocional
- socialização e gênero
- desenvolvimento emocional
- gestão de emoções
- psicologia comportamental
- habilidades emocionais
Crédito da apuração original: G1
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