
Mulheres que escaparam de regimes autoritários e violência buscam futuro no Brasil
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Resumo Rapidim · 16% do texto original
A congolesa Prudence Kalambay, a cantora iraniana Mah Mooni e a estudante síria Nabila Yousif compartilham trajetórias marcadas pela perda, pela violência e pela necessidade de recomeço. Fugindo de guerras, censura e perseguições políticas em seus territórios de origem, as três mulheres escolheram o Brasil como destino para reconstruir o próprio futuro.
Trajetórias marcadas por censura, guerra e perseguição
No Irã, Mah Mooni convivia com as severas restrições impostas às mulheres desde a Revolução Islâmica de 1979. Diante da proibição de cantar diante de plateias mistas e do risco de punições físicas e prisões aplicadas pelas autoridades a artistas locais, a cantora optou pelo exílio para não silenciar sua carreira nem se submeter às regras da polícia moral.
Desafios de acolhimento e reconstrução em novas cidades
Na Síria, o avanço dos conflitos armados decorrentes da Primavera Árabe, em 2011, forçou Nabila Yousif a abandonar a faculdade de economia. Com a escalada dos bombardeios, sua família vendeu propriedades e bens para financiar a saída do país. Nabila estabeleceu-se em São Paulo, onde enfrentou barreiras financeiras e a burocracia inicial do processo de acolhimento.
Brasil se consolida como polo de refúgio regional
Já Prudence Kalambay, premiada em concursos de beleza nos anos 2000 na República Democrática do Congo, atuava na Chancelaria das Ordens Nacionais sob o comando de Faustin Munene. Após uma tentativa fracassada de golpe contra o presidente Joseph Kabila, ela se tornou alvo de perseguição e fugiu pela selva para Angola, onde enfrentou detenções e hostilidade antes de migrar para o Rio de Janeiro e se fixar na comunidade de Brás de Pina.
Dados do Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados (Acnur) apontam que o mundo fechou 2025 com 41,6 milhões de refugiados e 68,7 milhões de deslocados internos, atingindo 1,4% da população global. Entre 2010 e 2025, o Brasil acumulou 551.072 solicitações de refúgio vindas de 177 países, reconhecendo 165.774 pessoas apenas no último ano. Conforme o Comitê Nacional para os Refugiados (Conare), o país consolidou-se como o principal polo de acolhimento na América Latina a partir de 2015.
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Crédito da apuração original: R7.com · R7
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