
Naufrágio do século 19 atrai visitantes na praia de Pajuçara durante maré vazante
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Resumo Rapidim · 15% do texto original
Durante a maré baixa na praia de Pajuçara, em Maceió, tornam-se visíveis os restos do Vapor Mundaú, uma embarcação do século 19 submersa nos arrecifes há mais de 130 anos. O navio, que encerrou suas atividades no litoral alagoano em 1889, fica exposto e atrai a atenção de visitantes principalmente quando o nível do mar atinge 0,3 metro ou menos.
Passeios de canoa revelam história submersa
Desde 2019, a remadora Márcia Ribeiro organiza passeios de canoa e prancha no local, permitindo que alunos e turistas observem a estrutura metálica de perto. Em condições de maré muito baixa, a lâmina d'água rasa possibilita caminhar ao lado do contorno da embarcação, que à distância se assemelha a uma bancada de corais.
As origens e o registro do Vapor Mundaú
Segundo a historiadora Luana Teixeira, da Universidade Federal de Pernambuco, o navio já era antigo, apresentava problemas estruturais, foi levado à enseada para manutenção e acabou abandonado. Já documentos localizados no Sistema de Informações de Naufrágios pelo pesquisador Maurício Carvalho indicam que o vapor, pertencente à Companhia Pernambucana de Navegação a Vapor, partiu do Recife com carga e passageiros e buscou refúgio em Maceió para escapar de uma tempestade em 1889, tendo os ocupantes resgatados com vida.
Patrimônio arqueológico e memória marítima
A museóloga Carmen Lúcia Dantas explica que as variações no registro histórico do nome, como Mandahú e Mundahú, decorrem de sua raiz indígena e de sucessivas adaptações ortográficas. O vestígio arqueológico submerso testemunha a época de intenso tráfego no antigo Porto de Jaraguá e a transição tecnológica impulsionada pela Revolução Industrial no transporte marítimo costeiro brasileiro.
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Crédito da apuração original: G1
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