
Nenhuma cidade do Vale do Paraíba atinge meta da segunda dose contra o sarampo
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Resumo Rapidim · 17% do texto original
A cobertura vacinal contra o sarampo permanece abaixo da meta de 95% estipulada pelo Ministério da Saúde e pela Organização Mundial da Saúde nas principais cidades do Vale do Paraíba e região. O cenário é crítico especialmente na aplicação da segunda dose, na qual nenhum dos nove municípios monitorados atingiu o índice recomendado.
Cobertura vacinal abaixo da meta nos municípios
Na primeira aplicação, apenas Caraguatatuba (99,91%), Atibaia (98,80%) e Caçapava (96,01%) superaram a meta. Nos dois maiores municípios da região, as taxas seguem abaixo do esperado: São José dos Campos registra 93,81% na primeira dose e 78,91% na segunda, enquanto Taubaté atinge 94,46% e 79,84%, respectivamente. Em âmbito estadual, a cobertura é de 93,24% para a primeira dose e 78,37% para a segunda, em um panorama nacional no qual nenhum estado brasileiro atingiu a meta.
Alerta de transmissão e casos no estado de SP
Embora o Vale do Paraíba não tenha registros da doença, o estado de São Paulo contabiliza 41 casos confirmados neste ano, concentrados na capital (37), em São Bernardo do Campo (2), Guarulhos (1) e Santo André (1). O trânsito diário de pessoas entre a Grande São Paulo e a região acendeu o alerta das autoridades, motivando forças-tarefas nas Unidades Básicas de Saúde, conforme destacou a secretária adjunta de Saúde de São José dos Campos, Joselma Alves.
Importância da segunda dose da tríplice viral
O infectologista Antonio Sérgio Mathias adverte que receber apenas a primeira aplicação garante proteção parcial, mantendo o risco de infecção e de complicações graves, como pneumonia severa. O médico avalia que o abandono vacinal na segunda dose costuma estar associado à rotina atribulada das famílias e ao esquecimento dos prazos.
Disponível gratuitamente na rede pública por meio da vacina tríplice viral, a imunização regular deve ser feita aos 12 e aos 15 meses de vida para assegurar o efeito rebanho e conter a transmissão respiratória da doença.
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Crédito da apuração original: G1
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