
Nike reestrutura operações após desvalorização na bolsa e saída de grandes atletas
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Resumo Rapidim · 16% do texto original
A Nike enfrenta uma complexa crise de mercado e executa um plano de reestruturação liderado pelo presidente-executivo Elliott Hill, que retornou da aposentadoria para tentar reverter a trajetória da companhia. A perda de grandes estrelas do esporte, como o atacante Kylian Mbappé, que encerrou um contrato de 20 anos para se juntar à concorrente suíça On, e a transferência de Lamine Yamal para a Adidas reforçam os desafios da fabricante norte-americana para manter seu apelo entre os atletas de elite e as novas gerações.
Crise financeira e perda de patrocínios de peso
Nos últimos cinco anos, as ações da empresa despencaram 75%, o que culminou na sua recente exclusão do índice S&P 100 da bolsa de Nova York. Em seu último relatório financeiro, a Nike registrou receita trimestral de US$ 11 bilhões, ficando abaixo das expectativas dos analistas e sofrendo uma queda de 26% no faturamento na China. O diretor financeiro Dave Denton e o presidente Hill informaram que pretendem economizar US$ 2,5 bilhões até 2031, programa que deve incluir demissões e redução na oferta de modelos da marca Jordan para conter a saturação de mercado.
Erros estratégicos e avanço da concorrência
Analistas do setor, como Matt Powell, apontam que a gestão do ex-presidente John Donahoe cometeu graves erros estratégicos. O foco excessivo no comércio eletrônico direto e o rompimento com varejistas físicos afastaram clientes, enquanto recursos de pesquisa e desenvolvimento foram direcionados para o ambiente digital em vez da inovação técnica de calçados. Essa perda de foco abriu espaço para o crescimento acelerado de marcas rivais nas prateleiras, a exemplo de On e Hoka.
Plano de reestruturação e foco na inovação
Historicamente construída sobre parcerias vitoriosas com astros como Michael Jordan, Cristiano Ronaldo e Tiger Woods — que encerrou a parceria em 2024 —, a Nike mantém atletas como Vinicius Junior e Rory McIlroy em seu portfólio. A diretoria aposta no programa "Sport Offense" para restaurar a lucratividade a partir do próximo ano, embora especialistas avaliem que a retomada da liderança inovadora exigirá um processo longo e contínuo.
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Crédito da apuração original: G1
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