
Nobel de Química vai para cientistas que explicaram a formação de moléculas quirais
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O Prêmio Nobel de Química de 2026 foi concedido ao cientista francês Henri Kagan e ao japonês Kenso Soai por desvendarem o processo de formação das moléculas quirais, substâncias fundamentais para a vida. O trabalho soluciona um enigma científico de quatro bilhões de anos, que perdurava desde a origem biológica no planeta, e amplia as possibilidades para o desenvolvimento de novos medicamentos.
O enigma das moléculas espelhadas na biologia
Moléculas quirais apresentam estruturas idênticas em composição química, mas dispostas de forma espelhada, provocando reações distintas no organismo. Embora a natureza selecione predominantemente apenas uma dessas formas, reações laboratoriais comuns costumavam gerar ambas em proporções iguais. Essa dualidade gerava desafios farmacológicos graves, a exemplo dos efeitos adversos associados ao uso da talidomida no fim dos anos 1950.
Avanços e segurança na indústria farmacêutica
Kagan, pesquisador da Universidade Paris-Sud, iniciou os estudos na década de 1980 ao demonstrar como conduzir reações químicas para obter a versão molecular desejada. Em 1995, Soai, da Universidade de Ciências de Tóquio, publicou avanços determinantes na revista Nature com um método mais eficiente para essa síntese seletiva.
Assuntos
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Crédito da apuração original: G1
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