
Nunes nega ataque hacker no Smart Sampa e atribui vazamento a servidor demitido
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Resumo Rapidim · 16% do texto original
O prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes, defendeu que o sistema de vigilância Smart Sampa é "absolutamente seguro", após a revelação de que dados sigilosos ficaram expostas na internet, possibilitando o acesso indevido a mais de 58 mil câmeras. O prefeito negou invasão cibernética e atribuiu o ocorrido a um funcionário concursado que armazenava e disponibilizava senhas de forma ilegal. O servidor vinha sendo monitorado pela prefeitura e foi demitido.
Vazamento atribuído a funcionário demitido
A administração municipal afirmou que não houve registro de uso indevido das imagens e adiantou que passará a exigir biometria facial dos servidores para acesso à plataforma. Com custo mensal de cerca de R$ 10 milhões, o Smart Sampa utiliza inteligência artificial para rastrear veículos e procurados pela Justiça, tendo auxiliado na prisão de 3.628 foragidos e na localização de 284 desaparecidos, de acordo com o balanço oficial.
Biometria facial para reforço da segurança
Contudo, a eficácia do programa é contestada por especialistas. Um estudo do Centro de Estudos de Segurança e Cidadania (CESeC) apontou que o sistema não gerou redução estatisticamente significativa em roubos, furtos e homicídios na capital, além de citar casos de prisões indevidas causadas por falhas e viés racial no reconhecimento facial. A Prefeitura de São Paulo contestou a metodologia da pesquisa.
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Crédito da apuração original: G1
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