
Órgãos públicos e sindicatos do interior de SP condenam retaliação contra comerciantes
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Resumo Rapidim · 17% do texto original
Entidades de classe e autoridades da região de Ribeirão Preto (SP) repudiaram a circulação de listas em redes sociais e aplicativos de mensagens que incentivam o boicote a empresas e comerciantes apontados como apoiadores da reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e do Partido dos Trabalhadores (PT). As publicações começaram a circular após o segundo turno das eleições de 2026 e foram registradas em ao menos dez municípios, incluindo Franca, Sertãozinho, Serrana, Brodowski, Barretos, Bebedouro, Altinópolis, Cajuru e Santa Rosa de Viterbo.
Alerta do Ministério Público sobre crime de injúria
O promotor de Justiça Carlos Cezar Barbosa alertou que a criação e o compartilhamento desse tipo de conteúdo configuram crime de injúria, além de sujeitarem os responsáveis a reparações cíveis por danos materiais decorrentes da perda de receita dos estabelecimentos. O Ministério Público orientou que comerciantes lesados registrem boletim de ocorrência e destacou que a Polícia Civil possui recursos tecnológicos para identificar a autoria das mensagens.
Impactos e relatos de comerciantes na região
As publicações provocaram apreensão, intimidações e episódios de hostilidade contra profissionais e funcionários locais. Entre os afetados estão os comerciantes Francisco Meghelli e Junior Andrade, em Serrana, a cabeleireira Ana Paula da Silva, a veterinária Elaine Cristina Sobral, em Brodowski, e Carlos Sturari, proprietário de um bar em Ribeirão Preto, que cobraram providências das forças de segurança diante dos impactos sobre suas equipes e famílias.
Posicionamento das entidades de classe locais
A Associação Comercial e Industrial de Ribeirão Preto (Acirp) e o Sindicato do Comércio Varejista de Ribeirão Preto e Região (Sincovarp), que representa o setor na cidade e em outros 43 municípios, condenaram os boicotes e a discriminação por motivação político-partidária. Ambas as entidades defenderam a pluralidade, o respeito mútuo e a necessidade de superar as divisões eleitorais para priorizar a recuperação e a estabilidade econômica regional.
Assuntos
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Crédito da apuração original: G1
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