
Otimismo financeiro com Flávio Bolsonaro depende de plano para dívida pública
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Resumo Rapidim · 14% do texto original
O resultado do primeiro turno das eleições presidenciais, que colocou o senador Flávio Bolsonaro (PL) à frente na disputa com 47,03% dos votos contra 45,16% do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), provocou reação imediata e expressiva no mercado financeiro. O Ibovespa disparou mais de 7%, ultrapassando o recorde de 206 mil pontos, enquanto o dólar recuou mais de 4%, cotado a R$ 5. A ampliação da bancada do PL no Congresso reforçou a aposta dos investidores em uma agenda com maior compromisso fiscal.
Reação imediata do mercado financeiro
Economistas e ex-autoridades, contudo, alertam que esse ânimo pode ter prazo de validade caso o candidato não detalhe propostas factíveis para equilibrar as contas públicas. Alexandre Schwartsman, ex-diretor do Banco Central, manifestou ceticismo em relação à entrega de reformas impopulares e sensíveis, como mudanças na Previdência e no salário mínimo, reforçando que o rumo econômico precisa ser explicitado antes da posse. O ex-ministro da Fazenda Maílson da Nóbrega avaliou que a ausência de sinalizações rápidas pode gerar uma quebra de expectativas, pressionando o câmbio e as taxas de juros futuras.
Alertas de economistas sobre o equilíbrio fiscal
O endividamento público desponta como o principal desafio macroeconômico do país. A dívida bruta brasileira atingiu R$ 11,05 trilhões em agosto, correspondendo a 82,9% do Produto Interno Bruto (PIB), o maior patamar desde abril de 2021. Enquanto a equipe de Flávio acena com cortes profundos de despesas e uma proposta de transição, os mecanismos para alcançar tais resultados permanecem indefinidos. Para André Galhardo, economista-chefe da Análise Econômica, o país necessita de um plano exequível e equilibrado, que reorganize as contas públicas sem adotar choques excessivos capazes de sufocar os investimentos e prejudicar a geração de empregos.
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Crédito da apuração original: G1
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