
Pastor Lucinho Barreto e Igreja Batista da Lagoinha são condenados por falas sexistas
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Resumo Rapidim · 17% do texto original
O pastor Lúcio Barreto Júnior e a Igreja Batista da Lagoinha foram condenados pela Justiça de Minas Gerais a pagar R$ 150 mil de indenização por discurso discriminatório de gênero. A decisão da juíza Miriam Vaz Chagas, da 17ª Vara Cível de Belo Horizonte, atendeu a uma ação movida pelo Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) após a veiculação de um sermão proferido em abril de 2024.
Condenação judicial e valor da indenização
Na pregação sobre educação de filhos, transmitida nos canais oficiais da instituição, o religioso afirmou ter beijado a própria filha na boca quando ela tinha 11 anos, além de fazer comentários de teor sexista. Para a magistrada e a promotoria, a fala sexualiza menores e atenta contra a dignidade feminina, ultrapassando os limites das liberdades de expressão e religiosa.
Teor da pregação e determinação de retratação
Além do pagamento da indenização, a sentença determina que o pastor realize e publique um novo sermão de retratação com foco no enfrentamento à violência contra mulheres e crianças. Aos 54 anos e com mais de 2,5 milhões de seguidores nas redes sociais, Lucinho Barreto atua atualmente na Lagoinha Alphaville, em São Paulo.
Posicionamento da defesa e da instituição
A igreja alegou não ter responsabilidade sobre as falas de seus líderes. Já a defesa do pastor, conduzida pelo advogado Leonardo Girundi, afirmou que a declaração foi tirada de contexto e confirmou que recorrerá da decisão judicial.
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Crédito da apuração original: G1
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