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Perito contratado por réu do caso Porsche será investigado pelo MP

Perito contratado por réu do caso Porsche será investigado pelo MP

G1há 3 h
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O Ministério Público de São Paulo instaurará um inquérito por suspeita de falsidade ideológica contra o perito criminal Alfredo Vieira das Neves, contratado pela família de Fernando Sastre. O órgão apontou que o especialista utilizou imagens divergentes das análises periciais oficiais para sustentar a hipótese de falha mecânica no Porsche envolvido na colisão que provocou a morte do motorista de aplicativo Ornaldo da Silva Viana. Ao ser interrogado no plenário, o perito admitiu que o acidente teria sido evitado caso o veículo trafegasse dentro da velocidade máxima permitida na via.

Investigação contra perito e divergências nos laudos

Ao término do julgamento no Tribunal do Júri, Fernando Sastre foi condenado a 17 anos, um mês e 10 dias de prisão em regime inicial fechado, sem a possibilidade de recorrer em liberdade, além da inabilitação definitiva para dirigir veículos. O crime ocorreu em 31 de março de 2024, na Avenida Salim Farah Maluf, na Zona Leste da capital paulista. De acordo com os laudos técnicos, o automóvel do empresário atingiu a traseira do Renault Sandero da vítima a cerca de 136 km/h, em uma via cujo limite é de 50 km/h. Durante os depoimentos, o réu confessou pela primeira vez ter consumido bebida alcoólica antes de assumir o volante.

Condenação de Fernando Sastre a 17 anos de prisão

O processo também gerou desdobramentos contra pessoas do círculo de Sastre. Sua namorada, Giovana Pinheiro Silva, foi expulsa do plenário por comportamento inadequado, multada em dez salários mínimos e será denunciada pela promotoria por falso testemunho por ter afirmado anteriormente que o réu não havia bebido. Em depoimento, a policial militar Daisy Aparecida Cardoso Romão declarou ter liberado Fernando do local do acidente sem o teste do bafômetro após ter sido enganada pela mãe do condutor, que garantiu que levaria o filho diretamente a um hospital para atendimento médico.

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Crédito da apuração original: G1

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