
Pesquisa aplica inteligência artificial para refinar projeções meteorológicas
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Resumo Rapidim · 17% do texto original
Um estudo publicado na revista Nature apresentou uma nova técnica de inteligência artificial denominada correção probabilística de vieses (PBC), criada para reduzir falhas em previsões meteorológicas feitas com duas a seis semanas de antecedência. Em vez de formular novos sistemas do zero, a ferramenta opera como uma camada corretiva que aprende com os padrões de erro de modelos climáticos já existentes.
Como funciona a correção por inteligência artificial
Conforme explicou Lester Mackey, pesquisador da Microsoft Research e coautor do trabalho, o método analisa previsões passadas para calibrar projeções futuras. Em testes com o Centro Europeu de Previsões Meteorológicas de Médio Prazo (ECMWF), a tecnologia dobrou a capacidade preditiva do modelo de IA da instituição e aprimorou em 98% a precisão para precipitação, 92% para temperatura e 91% para pressão atmosférica.
Ganhos de precisão em chuvas e tempestades
O PBC também aumentou entre 76% e 92% o acerto sobre enchentes ocorridas entre 2016 e 2026, além de antecipar tempestades nos Estados Unidos com até 26 dias de antecedência. Atualmente testada na agricultura do Quênia, a ferramenta venceu uma competição do ECMWF em 2025. Contudo, especialistas apontam que os avanços foram mais tímidos na Europa e ressaltam que o sistema não substitui os modelos meteorológicos originais.
Assuntos
- inteligência artificial
- previsão do tempo
- meteorologia
- modelos climáticos
- previsão de tempestades
- ciência
- tecnologia climática
- ecmwf
Crédito da apuração original: G1
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