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Pesquisa mostra que chatbots de IA têm dificuldade para interpretar sintaxe da Libras

Pesquisa mostra que chatbots de IA têm dificuldade para interpretar sintaxe da Libras

G1há 25 d
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Um estudo da Universidade Federal de Lavras (UFLA) revelou que chatbots de inteligência artificial enfrentam dificuldades para compreender o português escrito por pessoas surdas que utilizam a Língua Brasileira de Sinais (Libras) como idioma principal. A barreira ocorre porque esses usuários frequentemente estruturam o texto segundo a sintaxe da Libras, omitindo preposições e artigos e alterando a ordem dos termos, em um padrão próximo à Glosa.

Desafios na compreensão da sintaxe e Glosa

A pesquisa, orientada pelo professor Denilson Alves Pereira, do Instituto de Ciências Exatas e Tecnológicas da UFLA, avaliou inicialmente sistemas comerciais de quatro instituições bancárias e constatou que eles não estão preparados para interpretar essas mensagens. O impacto foi exemplificado pelo professor de Libras Thales Douglas, que precisou recorrer a terceiros após uma IA falhar em entender um pedido sobre contratos. Conforme apontou o tradutor e intérprete Wanderson Samuel, a falta de bases de dados representativas impede que os sistemas processem essas particularidades linguísticas.

Testes e ajuste fino em modelos de linguagem

Na fase seguinte, os cientistas montaram um banco de dados com cerca de 55 mil conversas adaptadas para o formato de Glosa e aplicaram a técnica de ajuste fino em seis modelos abertos de linguagem: Qwen2.5-7B, Qwen2.5-14B, Phi-4-14B, Llama-3.1-8B, Llama-3.2-3B e Zephyr-7B. Sem o treinamento específico, a taxa de acertos de todos os modelos era inferior a 49%.

Próximos passos para a inclusão digital

Após o processo de calibragem, o Qwen2.5-14B obteve a maior precisão geral, alcançando 54,6% de acertos após quase oito horas de treino. O modelo Phi-4-14B registrou o avanço mais expressivo, saltando de 0,01% para 53,6% de eficácia depois de quase 12 horas de processamento.

Apesar da evolução, a taxa de acertos das IAs com textos em Glosa permaneceu abaixo dos níveis obtidos com o português formal. Como o experimento utilizou conversas simuladas, o próximo passo dos pesquisadores da UFLA será testar os modelos com dados produzidos diretamente pela comunidade surda, buscando incentivar a adoção dessa tecnologia no atendimento de serviços digitais.

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  • inclusão de surdos
  • modelos de linguagem

Crédito da apuração original: G1

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