
Pesquisadores da Unicamp integram megaprojeto internacional de estudo dos neutrinos
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O cientista belga Francis Halzen conquistou o Nobel de Física de 2026 por suas contribuições ao Observatório IceCube na detecção de neutrinos de alta energia. Essas mesmas partículas subatômicas, abundantes e de difícil detecção, formam a base do Dune (Deep Underground Neutrino Experiment), um megaprojeto científico internacional orçado em US$ 3,7 bilhões que conta com a participação de pesquisadores brasileiros e da Unicamp.
O que é o experimento internacional Dune
Previsto para iniciar as operações na próxima década, o Dune reúne cerca de 1,4 mil cientistas de 37 países. O experimento está sendo construído nos Estados Unidos, ligando Illinois e Dakota do Sul, onde um feixe de neutrinos percorrerá 1.300 quilômetros subterrâneos até atingir detectores gigantes posicionados a 1,6 quilômetro de profundidade. O principal objetivo é explicar mistérios cósmicos, especialmente por que a matéria prevaleceu sobre a antimatéria após o Big Bang.
A tecnologia brasileira desenvolvida na Unicamp
A Unicamp atua diretamente no projeto por meio do desenvolvimento de um método inédito de purificação de argônio líquido ultrapuro, além de liderar a criação do sistema de detecção de luz X-Arapuca, tecnologia projetada para registrar os sinais da interação dos neutrinos.
Assuntos
- neutrinos
- unicamp
- projeto dune
- física de partículas
- big bang
- ciência brasileira
- x-arapuca
- pesquisa científica
Crédito da apuração original: G1
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