
PF aponta vazamento de inspeções a postos investigados por lavagem no Rio
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Resumo Rapidim · 16% do texto original
Uma organização investigada pela Polícia Federal por lavagem de dinheiro em uma rede de postos de combustíveis no Rio de Janeiro recebia antecipadamente informações sigilosas sobre fiscalizações do Procon e de órgãos fazendários e ambientais. A apuração embasou a oitava fase da Operação Unha e Carne, que cumpriu seis mandados de prisão preventiva e 16 de busca e apreensão. Entre os detidos estão o deputado estadual eleito Márcio Canella (União Brasil), apontado como articulador político, e o ex-secretário de Polícia Civil Marcus Amim, suspeito de garantir proteção institucional.
Esquema repassava cronogramas e rotas de fiscalização
Segundo as investigações, os vazamentos chegavam ao policial civil Pablo Jukiá Felix Ferreira, conhecido como Pablo Russo, e continham cronogramas semanais, locais das inspeções, horários exatos e até dados dos veículos dos fiscais. Os dados eram repassados pelo advogado Diogo Pacheco do Couto, obtidos junto a servidores como Edvaldo Ferreira Borges e Luiz Ricardo Estevam Lima. O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, destacou na decisão que a antecipação servia para ocultar fraudes e burlar controles sobre a qualidade e a quantidade de combustível entregue aos consumidores.
Movimentação financeira suspeita ultrapassa R$ 7 bilhões
Dados de inteligência financeira reuniram 2.171 comunicações de operações suspeitas ligadas a 835 pessoas físicas e jurídicas do grupo, totalizando uma movimentação global estimada em R$ 7,64 bilhões entre maio de 2020 e março de 2026. As defesas de Canella e de Amim informaram que não vão se posicionar até obterem acesso aos autos do processo.
Assuntos
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Crédito da apuração original: G1
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