
PF apura suposto desvio de emendas federais em produção de filme sobre Bolsonaro
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Resumo Rapidim · 18% do texto original
A Polícia Federal e a Controladoria-Geral da União deflagraram a Operação Make Up para investigar o suposto desvio de ao menos R$ 750 mil em emendas parlamentares federais para a Go Up Entertainment, produtora responsável por "Dark Horse", filme sobre a trajetória do ex-presidente Jair Bolsonaro.
Entenda a Operação Make Up da Polícia Federal
A ofensiva cumpriu 49 mandados de busca e apreensão em São Paulo, Rio de Janeiro, Ceará e Distrito Federal. Entre os principais alvos estão o deputado federal Mario Frias (PL-SP), produtor-executivo da obra, e a produtora Karina Gama, responsável pelo Instituto Conhecer Brasil e pela Academia Nacional de Cultura.
Repasses sob suspeita e medidas cautelares do STF
Segundo os investigadores, o esquema utilizou emendas de R$ 2 milhões destinadas por Frias ao instituto. Os recursos teriam passado por contratos simulados com empresas ligadas a Heric Fabiano Dias até que a empresa NTT Brasil repassou R$ 750 mil à produtora. A apuração também identificou transferências pessoais de R$ 645,4 mil feitas pelo próprio deputado à Go Up.
Posicionamento e manifestação de Mario Frias
O ministro do Supremo Tribunal Federal Flávio Dino autorizou as buscas e impôs medidas cautelares a Mario Frias, incluindo a proibição de deixar o país e de manter contato com os demais investigados. O relatório aponta ainda emendas indicadas pelos deputados Marcos Pollon e Bia Kicis a entidades de Karina Gama, as quais não chegaram a ser pagas.
Em manifestação pública, Mario Frias classificou a operação como "cortina de fumaça", negou irregularidades e afirmou que colaborará com a Justiça para o arquivamento do caso.
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Crédito da apuração original: G1
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