
PF descobre esquema de tráfico de drogas operado por trabalhadores em Guarulhos
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Resumo Rapidim · 16% do texto original
Uma investigação da Polícia Federal revelou esquemas operados por funcionários do Aeroporto Internacional de São Paulo, em Guarulhos, para viabilizar o tráfico internacional de drogas. Trabalhadores com crachás de acesso utilizavam rotas clandestinas, como o corte de cercas, o uso de vestiários sem câmeras e veículos de serviço para burlar a fiscalização, transportando entorpecentes até as aeronaves.
Rotas clandestinas e fraudes em bagagens
Em flagrantes recentes, um eletricista terceirizado foi detido no telhado do terminal com 33 quilos de cocaína, enquanto outro colaborador tentou fugir na área do raio-x após despachar malas com a mesma substância para Lisboa. A PF também identificou a modalidade de "tráfico reverso", que traz drogas como skunk e haxixe da América do Norte, Europa e Ásia para abastecer o mercado brasileiro.
Recorde de apreensões e prisões no aeroporto
O esquema inclui a clonagem e troca de etiquetas de bagagens, repetindo a fraude que resultou na prisão indevida de duas brasileiras na Alemanha em 2023 por 40 quilos de cocaína. Recentemente, a passageira Gabriele teve seus dados vinculados a duas malas com 50 quilos de haxixe vindas do Canadá, sem o seu conhecimento. A PF atestou a inocência das passageiras e apura os responsáveis no exterior.
Orientações de segurança para os passageiros
Nos primeiros dez meses de 2026, o aeroporto atingiu o recorde de 274 prisões e quase cinco toneladas de drogas apreendidas. A Anac informou que estuda reforços na segurança, enquanto a concessionária GRU Airport afirmou colaborar com as investigações. A PF orienta que passageiros fotografem as malas e os comprovantes de pesagem no despacho.
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Crédito da apuração original: G1
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