
PF faz buscas em imóveis de alto padrão em ação contra esquema bilionário no Rio
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Resumo Rapidim · 16% do texto original
A Polícia Federal deflagrou nesta quinta-feira (15) a 8ª fase da Operação Unha e Carne, que investiga um esquema criminoso responsável por movimentar mais de R$ 7,6 bilhões entre 2020 e 2026. O grupo utilizava uma rede de 96 postos de combustíveis na Região Metropolitana do Rio de Janeiro e na Região dos Lagos para lavar dinheiro, contando com a participação direta de agentes públicos e ampla articulação político-institucional.
Prisões de autoridades e agentes públicos
Entre os seis alvos presos estão o deputado estadual Márcio Canella (União Brasil), ex-prefeito de Belford Roxo, e Marcus Amim, delegado e ex-secretário estadual de Polícia Civil. Segundo as investigações, Canella exercia o papel de articulador político do grupo e recebeu mais de R$ 2,59 milhões em repasses de origem não esclarecida. Já Amim utilizava seus cargos no governo para conferir proteção institucional às atividades ilegais e atuava como sócio oculto de estabelecimentos da rede.
Buscas em imóveis de luxo e apreensões
As ordens judiciais foram expedidas pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, no âmbito da ADPF das Favelas. Os policiais cumpriram 16 mandados de busca e apreensão em imóveis de alto padrão localizados no Rio de Janeiro, Niterói, Nova Iguaçu, São Gonçalo, Petrópolis, Angra dos Reis e Armação dos Búzios. Nas residências de luxo, que possuíam academias particulares e quadras de areia, agentes localizaram maços de dinheiro em espécie escondidos dentro de uma adega de vinhos.
Bloqueio de bens e empresas suspensas
A decisão do STF também determinou o sequestro de bens e a suspensão das atividades econômicas de 112 empresas associadas à quadrilha. Também foram presos os policiais civis Pablo Jukiá Felix Ferreira, José Carlos Alves de Souza Júnior, Christiano Gaspar Fernandes e Giovanni Gaspar Fernandes. Além deles, outros seis suspeitos foram alvos de medidas restritivas, incluindo o afastamento de um escrivão da Polícia Federal por repasse de informações sigilosas. A corporação apura crimes de organização criminosa armada, corrupção, lavagem de dinheiro, violação de sigilo funcional e formação de cartel.
Assuntos
- polícia federal
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Crédito da apuração original: G1
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