
PF indicia 15 pessoas por irregularidades em negócios entre BRB e Banco Master
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Resumo Rapidim · 17% do texto original
A Polícia Federal enviou ao Supremo Tribunal Federal um relatório parcial que indicia 15 investigados por irregularidades em operações financeiras entre o Banco de Brasília (BRB) e o Banco Master. Entre os apontados pela corporação como integrantes do núcleo estratégico da organização criminosa estão Daniel Vorcaro, ex-dono do Master, e Paulo Henrique Costa, ex-presidente do BRB, além do ex-sócio Augusto Lima. Os três estão presos preventivamente no âmbito da Operação Compliance Zero.
Alertas internos e pressões na cúpula do BRB
O inquérito de mais de 700 páginas destaca que a ex-diretora de Controle e Riscos do BRB, Luana de Andrade Ribeiro, alertou a cúpula do banco estatal sobre R$ 1,1 bilhão em créditos adquiridos do Master com atrasos superiores a 15 dias. Em mensagens obtidas pela apuração, Luana relatou que as análises eram feitas "na confiança", sem o envio das averbações contratuais obrigatórias e sob pressão da presidência, afirmando que estava "fingindo demência" para evitar conflitos internos.
Inconsistências em carteiras e veto do Banco Central
Alertas semelhantes já haviam sido emitidos em 2024, quando gerentes identificaram que cerca de 90% de uma carteira repassada pelo Master apresentava inconsistências. O BRB chegou a injetar R$ 16,7 bilhões na tentativa de compra da instituição privada, mas a transação foi vetada pelo Banco Central após a identificação de créditos fraudulentos e sem lastro.
Indiciamentos e posicionamento das defesas
Ao todo, o indiciamento alcança sete ex-dirigentes do BRB, seis ex-representantes do Banco Master e dois sócios da consultoria Tirreno, apontada como intermediária de fachada. A Polícia Federal solicitou ao ministro relator, André Mendonça, prazo adicional de 60 dias para a conclusão de perícias financeiras e apresentação do relatório final.
As defesas dos indiciados negam a prática de crimes e classificam a decisão policial como precipitada. Os advogados de Daniel Vorcaro e Paulo Henrique Costa sustentam que as operações foram respaldadas por instâncias colegiadas, não geraram prejuízos ao BRB e contaram com a substituição de ativos garantidores, demandando o arquivamento do inquérito e a revogação das prisões. A defesa de Augusto Lima também rejeita qualquer participação em fraudes.
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Crédito da apuração original: G1
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