
PF prende deputado eleito Márcio Canella e ex-chefe da Polícia Civil no Rio
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Resumo Rapidim · 17% do texto original
A Polícia Federal prendeu o deputado estadual eleito Márcio Canella (União Brasil) e o ex-secretário da Polícia Civil Marcus Amim em uma nova fase da Operação Unha e Carne. A investigação apura um esquema de lavagem de dinheiro vinculado à milícia e ao narcotráfico, que movimentou mais de R$ 7,6 bilhões desde 2020 por meio de uma rede de 96 postos de combustíveis no Rio de Janeiro.
Investigação aponta movimentação de R$ 7,6 bilhões
Ao todo, a ação cumpriu seis mandados de prisão e 16 de busca e apreensão autorizados pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal. Entre os detidos estão também os policiais civis Giovanni Gaspar Fernandes, Christiano Gaspar Fernandes e José Carlos Alves de Souza Júnior. Durante as diligências, foram apreendidos 20 carros de luxo, 49 joias e relógios, armas e identificados imóveis de alto padrão no Brasil e no exterior.
Articulação política e atuação institucional
Segundo o inquérito da PF, Canella exercia o papel de articulador político da organização criminosa para barrar fiscalizações e investigações, tendo sido o responsável por indicar Amim ao comando da Polícia Civil. O ex-secretário é apontado como operador institucional do grupo e sócio oculto em postos registrados em nome de laranjas.
Posicionamento das defesas
Em nota, a defesa de Márcio Canella negou envolvimento com qualquer organização criminosa e manifestou estranheza pela ordem de prisão ter ocorrido após a votação que o elegeu. A defesa de Marcus Amim declarou que não irá se pronunciar, e os representantes dos demais policiais alegaram falta de acesso aos autos ou não foram localizados.
Assuntos
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Crédito da apuração original: G1
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