
PF prende deputado estadual do RJ e ex-chefe da Polícia Civil em operação contra lavagem
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Resumo Rapidim · 16% do texto original
A Polícia Federal prendeu nesta quinta-feira o deputado estadual Márcio Canella (União Brasil), ex-prefeito de Belford Roxo e segundo deputado mais votado do Rio de Janeiro, na oitava fase da Operação Unha e Carne. As prisões preventivas foram determinadas pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). A ação policial também resultou na prisão do ex-chefe da Polícia Civil Marcus Amim e de quatro inspetores da corporação.
Esquema financeiro e movimentações bilionárias
A PF aponta Canella como patrono político e articulador de uma organização criminosa que utilizava uma rede de postos de combustíveis para lavar dinheiro. Anotações apreendidas revelam repasses de até R$ 57 mil vinculados ao parlamentar. Além disso, a análise financeira localizou R$ 2,59 milhões em créditos nas contas de Canella, sendo R$ 1,4 milhão repassados pela empresa Brumar Empreendimentos, da qual era sócio. O Coaf mapeou R$ 7,6 bilhões em movimentações globais no grupo entre 2020 e 2026.
Blindagem na cúpula da Polícia Civil e articulações
Segundo os investigadores, o parlamentar articulou alterações legislativas na Alerj para viabilizar a nomeação de Amim ao comando da Polícia Civil, garantindo blindagem institucional ao grupo. A investigação identificou repasses de R$ 1,82 milhão a uma empresa de consultoria de Amim e o adiantamento de R$ 1,62 milhão feito por um posto para a compra de um imóvel pelo delegado. O inquérito cita ainda a nomeação da esposa do miliciano Juracy Alves Prudêncio, o Jura, no gabinete de Canella e intermediações com chefes do Comando Vermelho para liberação de obras.
Posicionamento das defesas dos investigados
As defesas de Márcio Canella e de Marcus Amim informaram que não vão se pronunciar até terem acesso integral aos autos do processo.
Assuntos
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Crédito da apuração original: G1
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