
Plano estadual de climatização deixa 59% das escolas de Piracicaba sem ar-condicionado
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Resumo Rapidim · 16% do texto original
O plano de climatização do governo paulista deixará sem ar-condicionado 59% das escolas estaduais da Unidade Regional de Piracicaba. Das 63 unidades da região, que atendem 29.322 estudantes e 2.100 professores em seis municípios, 37 não receberão os aparelhos nesta etapa, enquanto apenas 26 possuem ou terão o sistema instalado até 2027.
Déficit no plano de climatização regional
Especialistas em arquitetura bioclimática da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) alertam que os aparelhos devem ser vistos apenas como um complemento contra as altas temperaturas. A doutora Letícia Neves e a mestra Eduarda Chaga defendem a priorização de medidas passivas de conforto térmico, como isolamento de telhados, pintura clara nas fachadas, sombreamento por arborização e otimização da ventilação natural.
Especialistas defendem soluções bioclimáticas
As pesquisadoras apontam que os projetos padronizados da Fundação para o Desenvolvimento da Educação (FDE) priorizam custos e modularidade, desconsiderando as variações climáticas regionais e a ventilação cruzada. Neves também ressalta que aparelhos do tipo split comuns apenas recirculam o ar interno, aumentando os níveis de gás carbônico, o que torna obrigatória a renovação do ar conforme prevê a norma técnica NBR 16401.
Riscos da ventilação inadequada em salas
A Secretaria da Educação do Estado de São Paulo (Seduc-SP) afirmou que o cronograma prioriza as regiões mais quentes do estado e que os colégios não contemplados possuem média de três ventiladores por sala, além de autonomia para adaptar rotinas de hidratação e exposição ao sol. O governo estadual não respondeu se as instalações seguem as normas técnicas exigidas.
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Crédito da apuração original: G1
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