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Polícia Civil apura óbitos de crianças por infecções após cirurgias na Zona Leste de SP

Polícia Civil apura óbitos de crianças por infecções após cirurgias na Zona Leste de SP

G1há 2 d
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A Polícia Civil de São Paulo abriu um inquérito no 8º Distrito Policial para apurar uma série de mortes de crianças de zero a três anos no Hospital Salvalus, localizado na Mooca, Zona Leste da capital paulista. De acordo com a Secretaria da Segurança Pública, ao menos seis casos de bebês que morreram por sepse e infecções hospitalares desde o início do ano estão sob investigação. A assistente jurídica Eduarda Fragnan Gomes, que representa familiares, afirma que pelo menos 19 famílias relataram a perda de filhos após cirurgias na unidade nos últimos seis meses.

Investigação policial e denúncias de familiares

Entre as mortes investigadas está a de Alice Vitória, que faleceu em 3 de abril, três dias após completar um ano de idade. A menina, que possuía uma síndrome de base e cardiopatia congênita, foi internada para uma cirurgia de gastrostomia prevista para durar uma semana. O pós-operatório foi marcado por complicações na sutura, paradas cardíacas, novas cirurgias e contaminação pelas bactérias KPC e Clostridium. O atestado de óbito apontou sepse com foco pulmonar e insuficiência respiratória aguda. A mãe, a assistente social Leticia Ferreira, questionou o elevado número de casos semelhantes e apontou falta de informações durante o período de internação.

Relatos de complicações e infecções pós-cirúrgicas

A investigação da Polícia Civil inclui a análise minuciosa dos prontuários médicos e a coleta de depoimentos de testemunhas e profissionais de saúde para determinar as causas dos óbitos e eventuais responsabilidades.

Posicionamento da rede hospitalar

Em nota, o Hospital Salvalus, pertencente à rede Hapvida NotreDame Intermédica, afirmou ser referência em atendimento de alta complexidade e destacou ter atendido mais de mil crianças neste ano. A instituição informou que ainda não recebeu notificação formal sobre as queixas e declarou que as avaliações preliminares apontam históricos clínicos distintos, sem identificação de uma origem infecciosa comum entre os casos, mantendo-se à disposição das autoridades.

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Crédito da apuração original: G1

Ler matéria completa em G1

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