
Polícia Civil investiga agressões racistas contra estudante de BH após eleição
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Resumo Rapidim · 16% do texto original
Uma estudante negra de 13 anos, bolsista de um colégio particular em Belo Horizonte, foi alvo de ataques com ofensas racistas, intolerância religiosa, humilhações socioeconômicas e ameaças de teor sexual no Instagram, após publicar apoio à vitória de Luiz Inácio Lula da Silva nas eleições. As agressões, enviadas por áudios e textos a partir da conta de um colega de classe e por outros dois jovens, atacavam diretamente a renda da família e tradições de matriz africana.
Investigação da Polícia Civil e apoio jurídico
Diante do conteúdo das mensagens, a mãe da estudante registrou um boletim de ocorrência na Polícia Civil de Minas Gerais na terça-feira (27/10). O caso foi tipificado como injúria por meio eletrônico com causa presumida de racismo e passou a ser investigado pelo Departamento Estadual de Investigação, Orientação e Proteção à Família (Defam). O advogado Victor Alves, que representa a família, destacou a importância da responsabilização jurídica e pedagógica dos envolvidos para resguardar a integridade psíquica da jovem e coibir a naturalização do preconceito.
Posicionamento da escola e impacto pedagógico
A instituição de ensino informou que não compactua com discriminação ou violência, assegurou apoio institucional à vítima e abriu procedimentos internos para verificar o ocorrido. Ao avaliar o caso, a professora Luciene Tognetta, da Unesp e líder do Gepem, caracterizou o episódio como violência política decorrente da reprodução do cenário social nas escolas, ressaltando o dever dos pais em buscar a polícia diante de crimes e a necessidade de a escola adotar intervenções pedagógicas reparadoras.
Aumento dos casos de violência política nas escolas
O episódio reflete um cenário de hostilidade pós-eleitoral identificado em colégios do Distrito Federal, Rio de Janeiro, São Paulo e Rio Grande do Sul. O ambiente de intimidação também atingiu profissionais da educação: o sindicato Sinpro Minas, presidido por Valéria Morato, registrou 15 denúncias de assédio político contra professores, enquanto o Ministério Público do Trabalho contabilizou mais de 4,3 mil queixas de assédio eleitoral nos primeiros três dias de operação de seu canal temático.
Assuntos
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Crédito da apuração original: G1
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