
Polícia de SP desmonta rede que violava instituições financeiras e negociava cadastros
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Resumo Rapidim · 16% do texto original
A Polícia Civil de São Paulo, por meio da 2ª Delegacia sobre Fraudes contra Comércio Eletrônico do Deic, deflagrou a Operação Verifact para desarticular uma quadrilha especializada em invadir sistemas bancários e comercializar dados sigilosos de correntistas. Durante a ação, João Pedro Frota da Silva, de 23 anos, foi preso em flagrante em Ribeirão Preto (SP) enquanto executava invasões automatizadas. O segundo suspeito, Ivan Wallace Mendes Pereira, também de 23 anos, não foi localizado em Três Corações (MG) e permanece foragido.
Operação Verifact e prisões em SP e MG
As investigações começaram após o Banco Safra detectar um volume incomum de acessos automatizados entre fevereiro e março de 2026, anomalia também constatada e comunicada pelo Banco Santander. Para driblar as defesas e filtros antifraude das instituições, os suspeitos usavam scripts programados para consultar cerca de 30 mil CPFs por rodada, combinados à rotação de até 50 mil endereços de IP diferentes. A técnica explorava falhas em interfaces dos sistemas para confirmar a existência de contas e extrair saldos, limites de crédito, agências e o nome dos gerentes.
Como funcionava o esquema de invasão aos bancos
Segundo os investigadores, a dupla atuava na modalidade de crime como serviço, desenvolvendo e vendendo os programas e os bancos de dados extraídos. As ferramentas eram anunciadas em grupos de WhatsApp, Telegram e na deep web por valores entre R$ 1,5 mil e R$ 3,5 mil por instalação, com recebimento via Pix. Os dados obtidos eram repassados a estelionatários para dar credibilidade a golpes aplicados por meio de falsas centrais telefônicas.
Assuntos
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Crédito da apuração original: G1
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