
Polícia Federal investiga série de incêndios em laboratórios da UFPE
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Resumo Rapidim · 16% do texto original
A Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) registrou três incêndios em um intervalo de oito dias no campus da Cidade Universitária, no Recife. As ocorrências aconteceram nos dias 30 de setembro, 4 de outubro e 7 de outubro, sem deixar vítimas. Até o momento, a universidade e os órgãos oficiais afirmam que não há evidências de ligação entre os episódios nem confirmação de ação criminosa.
Três incêndios registrados em oito dias
O primeiro fogo começou em 30 de setembro em um laboratório de pesquisa do Departamento de Física, com suspeita inicial de falha em um forno mufla durante a manipulação de produtos químicos. Em 4 de outubro, as chamas atingiram o Laboratório de Citogenética e Evolução Vegetal, no Centro de Biociências, gerando danos materiais ainda não quantificados e sem causa esclarecida.
Perda de dados científicos e prejuízo milionário
O terceiro e mais grave caso ocorreu na noite de 7 de outubro em um prédio adaptado que concentrava pesquisas sobre câncer, Covid-19, genética e fármacos. O reitor Alfredo Gomes estimou os prejuízos materiais do primeiro pavimento em cerca de R$ 100 milhões e classificou como irreparável a perda de 20 anos de dados científicos, impactando o trabalho de 80 a 100 pós-graduandos e estudantes de iniciação científica.
Polícia Federal e AGU acompanham apurações
A administração da UFPE acionou a Polícia Federal para conduzir as investigações periciais sobre a sequência de ocorrências. Paralelamente, a Advocacia-Geral da União determinou o acompanhamento do caso por uma comissão de procuradores, e o ministro da Educação, Leonardo Barchini, programou visita institucional ao campus para avaliar a extensão dos danos.
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Crédito da apuração original: G1
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