
Polícia indicia Milton Leite e aponta domínio de facção em empresas de ônibus de SP
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Resumo Rapidim · 17% do texto original
O ex-presidente da Câmara Municipal de São Paulo, Milton Leite (União), foi indiciado pela Polícia Civil por organização criminosa após a conclusão de inquérito que apurou a infiltração do PCC no transporte público da capital. O relatório final da corporação concluiu que 12 das 22 empresas que operam o sistema de ônibus paulistano estão sob controle direto ou influência indireta da facção criminosa.
Infiltração de facção nas empresas de ônibus
A Polícia Civil solicitou a prisão preventiva de todos os 16 indiciados no âmbito da Operação Vectura Corrupta. Entre os alvos estão Levi dos Santos Oliveira, ex-presidente da SPTrans durante a gestão Ricardo Nunes (MDB), e Danilo Marco Morgado Silva (PL), ex-candidato à Prefeitura de Praia Grande. O pedido de prisão contra Leite cita ocultação e destruição de provas, alto poder econômico e ampla influência política.
Pedidos de prisão e alvos da Operação Vectura
Preso atualmente no CDP II de Guarulhos após denúncias de regalias em Mogi das Cruzes, Leite é apontado como proprietário de fato da Transwolff e articulador entre o crime organizado e órgãos públicos. A investigação revelou o uso de laranjas na gestão de linhas, a atuação de advogados no núcleo "Sintonia dos Gravatas" e a compra da distribuidora de combustíveis FANAL por R$ 40 milhões para lavagem de capitais.
Defesa de Milton Leite nega acusações
Em depoimento, Milton Leite declarou-se inocente, negou qualquer participação societária no setor ou relação com integrantes da facção e afirmou que seus contatos com empresários e agentes públicos ocorreram estritamente no exercício do mandato parlamentar.
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Crédito da apuração original: G1
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