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Policiais militares voltam ao banco dos réus em novo julgamento da Chacina do Curió

Policiais militares voltam ao banco dos réus em novo julgamento da Chacina do Curió

G1há 2 h
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O sexto júri popular da Chacina do Curió tem início nesta quarta-feira (4), no Fórum Clóvis Beviláqua, em Fortaleza, sob a condução da 1ª Vara do Júri. Sentam no banco dos réus os policiais militares José Oliveira do Nascimento e José Wagner Silva de Souza, que haviam sido julgados e condenados em setembro de 2023, mas obtiveram a anulação de suas sentenças após recursos apresentados pelas defesas.

Anulação de sentenças e novo júri popular

No julgamento original, José Oliveira havia recebido pena de 210 anos de prisão por envolvimento em homicídios, tentativas de homicídio e tortura. Já José Wagner havia sido sentenciado a 13 anos de reclusão pelo crime de tortura. De acordo com a denúncia do Ministério Público do Ceará (MPCE), os dois policiais integravam o chamado "Núcleo da Tortura", composto por agentes que atuavam em três viaturas durante as ocorrências.

Relembre o massacre de 2015 em Fortaleza

O massacre aconteceu entre a noite de 11 e a madrugada de 12 de novembro de 2015, na comunidade do Curió, situada na região da Grande Messejana, em Fortaleza. As ações deixaram 11 pessoas mortas, a maioria jovens de 16 a 18 anos sem antecedentes criminais. O MPCE apontou que os assassinatos foram motivados por vingança pela morte do soldado Valtemberg Chaves Serpa, assassinado horas antes ao intervir em uma tentativa de assalto.

Balanço dos julgamentos e condenações

Ao todo, 44 policiais militares tiveram denúncias acatadas pela Justiça, com 30 deles enviados a júri popular. Nas cinco sessões de julgamento realizadas entre 2023 e 2025, 29 réus foram julgados, resultando em 21 absolvições e oito condenações iniciais. Com a anulação das penas de Oliveira e Wagner, o processo contabiliza atualmente seis policiais condenados de forma definitiva, número que poderá ser alterado ao término desta nova etapa de julgamento.

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Crédito da apuração original: G1

Ler matéria completa em G1

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