
Prefeita de Bauru presta depoimento à Câmara no mesmo dia em que marido foi preso
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Resumo Rapidim · 16% do texto original
A prefeita de Bauru (SP), Suéllen Rosim (PSD), prestou depoimento nesta sexta-feira (16) à Comissão Processante da Câmara Municipal, horas após a prisão de seu marido e ex-secretário de Governo, Renato Purini. A detenção foi efetuada pelo Gaeco em uma nova fase da Operação Cavalo de Troia, que investiga suspeitas de fraudes, propinas e direcionamento na concessão dos serviços de gestão de resíduos sólidos do município, contrato avaliado em R$ 5,2 bilhões com duração de 30 anos.
Depoimento à Comissão Processante na Câmara
Enquanto o Ministério Público conduz a investigação penal, o Legislativo apura eventual responsabilidade político-administrativa da prefeita por omissão ou negligência. Grávida de sete meses, Suéllen teve a oitiva antecipada e respondeu aos questionamentos orais dos parlamentares, permitidos após decisão liminar obtida pelo vereador Eduardo Borgo (Novo), autor do pedido da comissão.
Defesa e negação de irregularidades no contrato
Durante a sessão, a chefe do Executivo defendeu o marido e sustentou que ele não integrava reuniões ou decisões sobre a licitação, matérias que ficavam a cargo da Secretaria de Meio Ambiente. A prefeita declarou desconhecer encontros entre Purini e Hamilton Libório Agle, CEO da Estre Ambiental, e negou ter recebido vantagens indevidas. Questionada sobre interceptações telefônicas que citavam um "trofeuzinho", Suéllen apresentou pequenos troféus e afirmou tratarem-se de lembranças institucionais. Ela também defendeu a regularidade da contratação da Fipe para os estudos do edital.
Investigações da Operação Cavalo de Troia
Iniciada em março após denúncias de coerção e desvios ligados à Associação dos Catadores de Materiais Recicláveis (Ascam), a apuração do Gaeco revelou um esquema montado para direcionar a concorrência à Estre Ambiental. Segundo o Ministério Público, a ex-secretária de Meio Ambiente Cilene Bordezan mantinha relacionamento amoroso com Agle, permitindo que a empresa elaborasse documentos oficiais internamente. A operação já cumpriu mandados em Bauru e na capital, atingindo ex-secretários e representantes da iniciativa privada.
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Crédito da apuração original: G1
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