
Prefeito e secretário de Taquaritinga sofrem retenção de R$ 3,5 milhões em bens
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Resumo Rapidim · 16% do texto original
A Justiça determinou o bloqueio de bens no valor de até R$ 3,5 milhões do prefeito de Taquaritinga (SP), Fulvio Zuppani, e do secretário municipal da Fazenda, Luiz Tadeu Giollo. A decisão atende a uma ação por improbidade administrativa movida pelo Ministério Público, motivada por atrasos contínuos nos repasses devidos ao Instituto de Previdência do Servidor Municipal de Taquaritinga (Ipremt).
Ação do Ministério Público e bloqueio patrimonial
A medida, assinada pelo juiz Clovis Humberto Lourenço Junior, atinge o patrimônio pessoal dos gestores para assegurar o ressarcimento aos cofres públicos. De acordo com a promotora Patrícia Frighetto Gasparini, a administração desconta as contribuições dos salários desde maio de 2025, mas atrasa a transferência das parcelas patronais e dos servidores, gerando custos com juros e correção monetária.
Impacto nos benefícios e aposentadorias do Ipremt
O descompasso financeiro forçou o instituto a utilizar reservas próprias, provocando atrasos no pagamento de benefícios a aposentados e pensionistas, a suspensão de convênios médicos e odontológicos, além da negativação de beneficiários com empréstimos consignados. O Ministério Público destacou ainda que a prefeitura manteve pagamentos a fornecedores no mesmo período, ignorando notificações e alertas do Tribunal de Contas do Estado.
Posicionamento da gestão municipal
A gestão municipal alegou anteriormente falta de recursos e bloqueios nas contas públicas para a quitação de precatórios judiciais. Procurados para comentar a decisão liminar, o prefeito e o secretário optaram por não se pronunciar.
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Crédito da apuração original: G1
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