
Presença de protozoário na rede de abastecimento paralisa escolas em Itapeva
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A Prefeitura de Itapeva, no interior paulista, suspendeu as aulas das redes municipal e estadual de ensino nesta quinta-feira (29), após laudos do Instituto Adolfo Lutz detectarem a presença do protozoário *Cryptosporidium spp.* na água que abastece o município. A decisão preventiva foi anunciada pela prefeita Adriana Duch Machado (MDB), motivada por um surto de gastroenterite que contabilizou cerca de 2,6 mil atendimentos na rede pública em apenas 20 dias.
Surto de gastroenterite e suspensão das aulas
Análises clínicas realizadas em pacientes também identificaram a bactéria *Escherichia coli enteroagregativa*, transmitida juntamente com o protozoário por meio de água contaminada por coliformes fecais. Esses patógenos provocam sintomas como diarreia intensa, cólicas, vômitos e febre. Diante do cenário, a Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo enviou 40 mil frascos de hipoclorito de sódio à população e orientou o consumo prioritário de água fervida por cinco minutos ou envasada, além de reforço na higienização das mãos e alimentos.
Orientações de saúde e envio de hipoclorito
Em contrapartida, a Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp) afirmou que 227 amostras coletadas ao longo de outubro atestaram conformidade com os padrões de potabilidade. Ainda assim, a empresa informou que realizará novas coletas e descargas na rede de distribuição para garantir a segurança hídrica. Em paralelo, a Câmara Municipal instaurou uma Comissão Especial de Inquérito (CEI), com prazo de 90 dias, para investigar a responsabilidade da concessionária e apurar eventuais falhas no tratamento e no fornecimento de água.
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Crédito da apuração original: G1
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