
Produção capixaba de macadâmia avança no comércio exterior e na gastronomia
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Resumo Rapidim · 14% do texto original
Em São Mateus, no Norte do Espírito Santo, o cultivo de macadâmia consolidou-se ao longo de mais de três décadas, transformando o estado no segundo maior produtor da noz no Brasil, atrás apenas de São Paulo. A atividade, iniciada na década de 1980 com subsídios do governo estadual para diversificar a agricultura local, alcança hoje o mercado internacional e ganha valor agregado na gastronomia.
Tradição, cooperativismo e exportação
A organização dos agricultores culminou na criação de uma cooperativa em 1999, responsável por beneficiar cerca de 1.600 toneladas de macadâmia por ano. O volume atende tanto o mercado brasileiro quanto compradores nos Estados Unidos, na Europa e na América do Sul, com a comercialização do produto in natura ou torrado.
Modernização da colheita nas propriedades
Nas propriedades, a tradição familiar alia-se à modernização. Produtores como Eliseu e Ítalo Bonomo investiram em maquinário para recolher as nozes do chão, reduzindo custos e otimizando a colheita em uma área de 100 hectares, que emprega 15 trabalhadores fixos e cerca de 30 no período de safra.
Valor agregado com produtos artesanais
Paralelamente, a busca por diferenciação ampliou o aproveitamento da amêndoa. Na fazenda administrada pela produtora Ana Paula, a matéria-prima é processada para a fabricação própria de doces, biscoitos e gelatos, expandindo o modelo de negócios para além da venda tradicional e fortalecendo a cadeia produtiva regional.
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Crédito da apuração original: G1
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