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Professores da rede pública enfrentam sobrecarga, violência e adoecimento

Professores da rede pública enfrentam sobrecarga, violência e adoecimento

G1há 11 d
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No Dia dos Professores, docentes da educação básica da rede pública relatam um cenário de sobrecarga de trabalho, adoecimento, desvalorização e desamparo nas escolas brasileiras. Os profissionais apontam salas de aula superlotadas, casos de violência, desrespeito e cobranças excessivas como fatores determinantes para o esgotamento físico e psicológico na carreira.

Salas cheias e rotina de sobrecarga nas escolas

Em Santo André (SP), a professora Janaína Jascone afirma lidar com turmas de até 49 estudantes, onde passa a maior parte do tempo mediando conflitos em vez de lecionar, além de enfrentar falhas na infraestrutura tecnológica. Hudson Araújo, docente de história em Roraima, relata o acúmulo de papéis sociais, a pressão para bater metas em plataformas digitais e o receio de retaliações ao debater temas curriculares.

Violência, desmotivação e perda de autoridade

A indisciplina e a falta de recursos pedagógicos também marcam a rotina de Leviston Silveira, em Curitiba. O docente ressalta a ausência de auxiliares para atender alunos com deficiência e a falta de laboratórios de ciências, carência que atinge 80% das escolas públicas no ensino fundamental II, conforme o Anuário do Todos Pela Educação.

Reivindicações: piso salarial e suporte psicológico

Em Brasília, a professora Maria Luzia decidiu abandonar as salas de aula após sofrer agressão física de um aluno sem apoio dos responsáveis e relatar a necessidade de adquirir materiais com dinheiro próprio. A crise estrutural é corroborada pelo Instituto Casagrande, que registrou que 93,4% dos docentes do fundamental I apontam perda de autoridade, e pela OCDE, cujo relatório Education at a Glance indica que apenas 22,3% dos professores dos anos finais estão satisfeitos com seus vencimentos.

Diante do quadro, a categoria reivindica o cumprimento integral do Piso Nacional do Magistério, equiparação com outras carreiras de nível superior, redução do número de estudantes por classe e devolução da autonomia pedagógica. Os educadores demandam ainda redes de suporte psicológico, fim da aprovação compulsória e melhorias essenciais de infraestrutura física nas escolas.

Assuntos

  • professores da rede pública
  • educação básica
  • piso nacional do magistério
  • saúde mental dos professores
  • violência nas escolas
  • infraestrutura escolar
  • escolas públicas
  • desvalorização docente

Crédito da apuração original: G1

Ler matéria completa em G1

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