
Projeto americano para alimentar IA no Paraguai pode reduzir repasse de Itaipu ao Brasil
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Resumo Rapidim · 16% do texto original
Um plano do governo de Donald Trump para abastecer centros de inteligência artificial com energia de Itaipu pode reduzir a eletricidade destinada ao Brasil nos próximos anos. A iniciativa é fruto de uma parceria entre a empresa americana Crusoe e a paraguaia Araico para erguer uma estrutura de processamento de dados no Paraguai com operação prevista para meados de 2027. O projeto foi articulado sem a participação do governo brasileiro, e a administração de Itaipu esclareceu que a destinação da energia interna cabe soberanamente a cada país.
Plano dos EUA e demanda por IA no Paraguai
Pelo Tratado de Itaipu, Brasil e Paraguai têm direito a 50% da energia gerada pela hidrelétrica binacional, com a regra de disponibilizar ao vizinho a parcela não consumida. Historicamente, o Paraguai repassava a maior parte de sua cota ao mercado brasileiro, mas a demanda interna vem crescendo desde 2021, impulsionada por indústrias eletrointensivas como a mineração de criptomoedas. Atualmente, o país vizinho já consome cerca de 74% de sua metade da usina, restando 26% para envio ao Brasil.
Impactos no repasse de energia para o Brasil
Embora especialistas descartem o risco imediato de desabastecimento no Brasil em razão da matriz elétrica diversificada, eles alertam que a redução das reservas energéticas destinadas ao Centro-Sul tornará mais complexas as negociações do Anexo C do tratado. O empreendimento integra um conjunto mais amplo de acordos entre Estados Unidos e Paraguai, que inclui investimento de US$ 12 milhões em urânio pela Uranium Energy Corp., repasses financeiros para a segurança de fronteiras e o início de tratativas de cooperação no uso de energia nuclear.
Assuntos
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Crédito da apuração original: G1
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