Plantão

Resumimos notícias já publicadas por outros veículos — não produzimos notícias

Voltar para a capa
Projeto Fênix reúne mulheres que perderam parentes em ações policiais no Rio

Projeto Fênix reúne mulheres que perderam parentes em ações policiais no Rio

G1há 3 h
Áudio ainda sendo gerado para esta notícia.

Compartilhar

O que você achou?

Seja o primeiro a reagir

Resumo Rapidim · 17% do texto original

A confeiteira Tauã Brito criou o Projeto Fênix para acolher mães e familiares de vítimas da violência no Rio de Janeiro. A iniciativa comunitária surgiu após a morte de seu filho, Wellington Brito, que foi uma das 122 vítimas fatais da megaoperação policial realizada nos Complexos da Penha e do Alemão em 28 de outubro de 2025.

Origem da iniciativa e busca por respostas

No dia da operação, Tauã passou mais de 12 horas em busca do filho para tentar convencê-lo a se entregar às autoridades, mas localizou o corpo do jovem na mata apenas durante a madrugada seguinte. O corpo apresentava uma corda amarrada no braço. As circunstâncias das mortes ocorridas durante a ação são investigadas pelo Ministério Público do Rio de Janeiro e pela Delegacia de Homicídios da Capital.

Rede de acolhimento ao luto na comunidade

Após cobrar respostas sobre o caso, Tauã relatou ter sofrido intimidações e ameaças diretas de morte por parte de agentes policiais. Diante da gravidade das mensagens recebidas e temendo por sua segurança, ela deixou de morar no Complexo da Penha.

Cobrança por políticas públicas e reconhecimento

O Projeto Fênix tinha o objetivo inicial de oferecer cursos profissionalizantes e oportunidades de trabalho a jovens da comunidade. Contudo, ao constatar o desamparo de outras mulheres após o sepultamento de seus parentes, a fundadora passou a priorizar o suporte ao luto. Atualmente, a ação reúne cerca de 35 mães a cada 15 dias no espaço do projeto Arte Transformadora, na Penha.

Além de gerir os encontros de acolhimento, Tauã defende que o Estado invista em educação, cultura, esporte e lazer nas favelas para reduzir a criminalidade sem o uso de ações letais. Em março de 2026, a ativista recebeu a 38ª Medalha Chico Mendes de Resistência, honraria concedida pelo Grupo Tortura Nunca Mais pelo seu trabalho na denúncia das violações na Penha.

Assuntos

  • projeto fênix
  • complexo da penha
  • violência no rio de janeiro
  • operações policiais rio de janeiro
  • tauã brito
  • acolhimento ao luto
  • direitos humanos rj
  • medalha chico mendes

Crédito da apuração original: G1

Ler matéria completa em G1

Publicidade

320 × 100