
Propriedades rurais particulares concentram 79% das queimadas no Amazonas
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Resumo Rapidim · 17% do texto original
Um levantamento do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) apontou que oito em cada dez focos de queimadas registrados no Amazonas entre 1º e 15 de outubro ocorreram dentro de imóveis rurais privados cadastrados no CAR. Das 1.639 ocorrências computadas no período pelo satélite de referência, 79,1% concentraram-se nessas propriedades particulares, em meio a uma grave crise de fumaça que afeta diversas cidades do estado, incluindo a capital, Manaus.
Concentração do fogo em propriedades privadas
Dados do Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia (Ipam) revelam que os incêndios dispararam a partir de 4 de outubro, dia do primeiro turno das eleições. Em 19 municípios das regiões metropolitana e central, foram registrados 5.598 focos de calor entre 4 e 14 de outubro, superando padrões históricos para a época. O presidente do Ibama, Jair Schmitt, e autoridades policiais afirmam que o fogo tem origem humana criminosa, impulsionado por um sentimento de impunidade no período eleitoral e agravado pela seca severa decorrente do fenômeno El Niño.
Origem criminosa e avanço sobre áreas degradadas
A análise sobre o uso do solo mostra que a maior parte do fogo incidiu sobre áreas já degradadas, e não sobre floresta em pé: 52,8% dos registros ocorreram em locais desmatados nos últimos três anos e 30,6% em áreas abertas anteriormente para manejo ou renovação de pastagens. Outros 15,9% atingiram vegetação nativa, com as chamas se alastrando de forma descontrolada pela vegetação ressecada em direção a áreas de preservação e territórios indígenas.
Multas do Ibama e investigações policiais
O governo estadual havia proibido o uso do fogo em setembro, mas as queimadas continuaram de forma clandestina. Em resposta, o Ibama aplicou R$ 2 milhões em multas e embargou mais de 250 hectares nos municípios de Autazes e Careiro da Várzea, autuando 19 pessoas flagradas em ações ilegais. Os incêndios são investigados pela Polícia Civil do Amazonas, que abriu mais de 120 procedimentos criminais, além de contarem com apurações da Polícia Federal e da Agência Brasileira de Inteligência.
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Crédito da apuração original: — Jair Schmitt, presidente do Ibama · G1
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