
Protestos de estudantes se espalham pela França e ampliam pressão sobre Macron
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Resumo Rapidim · 15% do texto original
Uma nova onda de protestos estudantis iniciada no subúrbio parisiense de Seine-Saint-Denis espalhou-se pela França, gerando forte preocupação no governo do presidente Emmanuel Macron a poucos meses das eleições presidenciais. Centenas de liceus chegaram a ser bloqueados, e cerca de 400 escolas permaneceram fechadas para garantir a segurança, enquanto universidades começam a aderir às manifestações.
Bloqueios escolares e confrontos pelo país
Os atos registraram episódios de violência e danos milionários, como o incêndio do salão principal de um colégio em Nantes. Segundo o ministro da Educação, Édouard Geffray, 65 profissionais de ensino ficaram feridos. As autoridades contabilizam ainda cerca de 300 policiais e bombeiros atendidos e aproximadamente 2 mil detidos, a maioria menores. Grupos estudantis também denunciam manifestantes gravemente feridos pela ação policial.
Reivindicações contra cortes orçamentários
Os estudantes demandam mais verbas, contratação de professores e melhorias na infraestrutura escolar. No entanto, o movimento ocorre no momento em que o primeiro-ministro Sébastien Lecornu propõe um corte de 54 bilhões de euros nos gastos públicos para o próximo orçamento.
Impacto eleitoral e disputa política
A tensão ganha contornos eleitorais com acusações de que os protestos estejam sendo estimulados pelo partido de extrema esquerda França Insubmissa (LFI), liderado por Jean-Luc Mélenchon, que detém cerca de 40% das intenções de voto entre jovens de 18 a 24 anos. O partido nega incitar distúrbios e afirma apenas apoiar as reivindicações da classe estudantil.
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Crédito da apuração original: G1
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