
Quatro policiais são afastados após morte de jovem com 27 tiros na Zona Sul de SP
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Resumo Rapidim · 16% do texto original
Gustavo Munis de Santana, de 20 anos, morreu na madrugada de sábado (10) após ser atingido por 27 tiros durante uma abordagem da Polícia Militar em Moema, na Zona Sul de São Paulo. De acordo com o boletim de ocorrência, quatro policiais efetuaram 45 disparos de pistola calibre .40 contra o jovem, que não tinha antecedentes criminais, após confundirem o celular que ele segurava com uma arma de fogo.
Dinâmica da abordagem policial e perícia
A Polícia Militar havia sido acionada para atender a um chamado sobre um homem que estaria transtornado e ameaçando tirar a própria vida. Segundo a versão dos policiais, o rapaz correu, tentou se esconder no recuo de um imóvel comercial e apontou um objeto escuro na direção da equipe. A perícia recolheu 44 cápsulas e identificou perfurações na cabeça, tórax, abdômen, braços e pernas da vítima.
Família e defesa contestam versão oficial
A família e a defesa de Gustavo contestam a hipótese de tentativa de suicídio. A advogada Ana Facíllia Meira declarou que o jovem fazia tratamento medicamentoso para depressão sem histórico de automutilação e afirmou que ele já havia sido agredido pela PM em abordagens anteriores. Segundo os parentes, as abordagens violentas e recorrentes ocorriam pelo fato de ele ser um jovem negro vivendo em um bairro nobre.
Afastamento dos agentes e investigações
Os quatro agentes envolvidos na ação — o sargento Macedo e os soldados Gomes, Sales e França — foram afastados das funções operacionais após a análise preliminar das câmeras corporais. O caso é investigado pelo Departamento de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP) da Polícia Civil e pela Corregedoria da PM, que apuram a dinâmica do confronto e se houve disparos com a vítima já caída.
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Crédito da apuração original: G1
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