
Recorde de vazão nas Cataratas do Iguaçu atingiu 46 milhões de litros por segundo
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Resumo Rapidim · 16% do texto original
A maior cheia já registrada nas Cataratas do Iguaçu, em Foz do Iguaçu, no oeste do Paraná, ocorreu em junho de 2014, quando a vazão alcançou cerca de 46 milhões de litros por segundo — volume mais de 30 vezes superior à média histórica de 1,5 milhão de litros por segundo. O episódio histórico voltou a chamar a atenção após novas cheias recentes elevarem o volume do rio para 15,8 milhões de litros por segundo, fazendo a água passar novamente sobre a passarela de observação.
Histórico de cheias e a vazão recorde de 2014
A resistência da estrutura deve-se à técnica de engenharia conhecida como estaca-raiz, adotada na década de 1990 após a antiga passarela ser levada por uma enchente nos anos 1980. Vinicius Lorenzi, diretor de engenharia da Fungeo, destaca que as perfurações com aço e cimento injetado sob pressão diretamente na rocha permitem absorver a força lateral da correnteza. Para viabilizar a obra, coordenada na época pelo engenheiro Márcio Marcon, foi necessário desviar temporariamente o curso do Rio Iguaçu.
Engenharia com estaca-raiz garante resistência
A segurança do local é monitorada continuamente com o apoio de prismas topográficos capazes de acusar deslocamentos milimétricos nos pilares. André Franzini, gerente de sustentabilidade da concessionária Urbia+Cataratas, ressalta que nenhuma alteração estrutural foi detectada desde a implantação das medições.
Monitoramento contínuo e protocolos de segurança
Como protocolo preventivo durante cheias intensas, as equipes retiram as grades de proteção para diminuir a resistência da correnteza e evitar o acúmulo de troncos. A passarela só é liberada ao público após vistoria de engenharia estrutural e quando o fluxo do rio se estabiliza abaixo de 8 milhões de litros por segundo.
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Crédito da apuração original: G1
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