
Refinaria Abreu e Lima e polo automotivo impulsionam avanço industrial em Pernambuco
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Resumo Rapidim · 17% do texto original
A produção industrial de Pernambuco cresceu 13,9% entre janeiro e agosto de 2026, impulsionada em 70% pelas operações da Refinaria Abreu e Lima (Rnest), localizada em Ipojuca. Historicamente sustentada pelo cultivo da cana-de-açúcar e pela indústria de alimentos e bebidas, a economia do estado passa por uma transformação gradual, diversificando-se por meio de grandes projetos estruturantes, embora ainda enfrente os impactos da desindustrialização nacional e a carência de investimentos em alta tecnologia.
Grandes projetos e a expansão industrial no estado
Apesar da evolução do setor produtivo, a cadeia tradicional mantém relevância. Em 2025, o segmento de alimentos respondeu por 34.770 das 98.290 admissões formais industriais registradas pela Secretaria de Desenvolvimento Profissional e Empreendedorismo de Pernambuco. No mesmo período, outros ramos ganharam representatividade nas contratações, como confecção e vestuário (8.563), minerais não metálicos (6.587) e veículos automotores (4.069).
Setor de alimentos lidera a geração de empregos
Segundo o economista João Policarpo Lima, professor aposentado da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), a estrutura fabril local expandiu-se com a ampliação da refinaria de petróleo, o avanço do Polo Automotivo Stellantis e a fábrica da Hemobrás, ambos instalados em Goiana, além de novos projetos de hidrogênio e metanol no Complexo de Suape. Em contrapartida, a indústria naval permaneceu estagnada após a redução de encomendas de embarcações pela Petrobras nos governos anteriores.
Desafios de inovação e riscos da desindustrialização
Por outro lado, pesquisas acadêmicas alertam para os riscos da desindustrialização, sobretudo na Região Metropolitana do Recife. O pesquisador Lucas André Penha dos Santos aponta que a perda relativa de participação industrial e a oscilação no Valor Adicionado Bruto de municípios estratégicos provocaram cortes nos empregos formais, empurrando a mão de obra para um setor de serviços precarizado.
Para superar a estagnação tecnológica e elevar a competitividade, especialistas e o governo estadual defendem o alinhamento de políticas públicas, o incentivo aos biocombustíveis e à transição energética, além de maior integração entre o setor produtivo e os centros universitários de pesquisa.
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Crédito da apuração original: — João Policarpo Lima, professor de economia · G1
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