
Renato Purini é preso por suspeita de articular fraude na concessão do lixo em Bauru
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Resumo Rapidim · 16% do texto original
O ex-secretário municipal de Governo e marido da prefeita de Bauru, Suéllen Rosim (PSD), Renato Purini, foi preso preventivamente nesta sexta-feira (16) durante uma nova fase da Operação Cavalo de Troia, deflagrada pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público de São Paulo (MP-SP). As investigações apontam que ele funcionava como a peça política central de uma organização criminosa montada para fraudar a licitação da concessão do sistema de gestão de resíduos sólidos urbanos de Bauru, contrato projetado para durar 30 anos e avaliado em R$ 5,2 bilhões.
Esquema bilionário na gestão do lixo em Bauru
Conforme os documentos da apuração, Purini recebia repasses financeiros da empresa Estre Ambiental para articular nos bastidores e garantir a aprovação do projeto na Câmara Municipal. O esquema utilizava o advogado Marcos Libanore Caldeira como intermediário financeiro, mascarando a propina como supostos honorários advocatícios. O Gaeco identificou a emissão de ao menos uma nota fiscal de R$ 750 mil destinada ao escritório, além de cobranças extras de R$ 90 mil atribuídas ao ex-secretário como parte de um fluxo recorrente.
Repasses ilegais e pressão no Legislativo
Mensagens interceptadas mostram a articulação de Purini com a então secretária do Meio Ambiente, Cilene Chabuh Bordezan, que mantinha um relacionamento com o CEO da Estre, Hamilton Libório Agle. Os diálogos indicam que o grupo elaborava documentos públicos em benefício da empresa e que Purini pressionava parlamentares diretamente na Câmara para acelerar as votações legislativas.
Origem da investigação e prisões preventivas
A investigação teve início após denúncias de ameaças contra catadores de materiais recicláveis da Ascam e revelou o envolvimento de agentes públicos infiltrados na administração municipal. Após buscas em sua residência e na prefeitura, Purini teve a prisão preventiva mantida em audiência de custódia e foi encaminhado ao Centro de Detenção Provisória de Bauru. Outros ex-secretários municipais e executivos da Estre Ambiental também permanecem sob custódia judicial pelas fraudes investigadas.
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Crédito da apuração original: G1
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