
Resfriamento noturno retém fumaça de queimadas e piora qualidade do ar em Manaus
O que você achou?
Seja o primeiro a reagir
Resumo Rapidim · 17% do texto original
A fumaça decorrente de queimadas voltou a encobrir Manaus nesta sexta-feira (9), fazendo a capital amazonense registrar a pior qualidade do ar do Brasil pelo segundo dia consecutivo, segundo a plataforma IQAir. O agravamento da poluição levou a Defesa Civil a emitir alertas severos de saúde e motivou a suspensão das atividades presenciais em instituições de ensino da cidade.
Impacto da poluição na rotina e na saúde
O fenômeno se intensifica entre as primeiras horas da noite e o amanhecer devido ao resfriamento da superfície. Conforme explica a meteorologista Andrea Mendes, do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), a perda de calor do solo durante o período noturno reduz a circulação vertical do ar e estabiliza a camada próxima à terra. Esse processo dificulta a dispersão da poluição, podendo provocar inversão térmica e concentrar partículas finas inaláveis, como o MP2,5, nas faixas mais baixas da atmosfera até o reaquecimento diurno.
Como o resfriamento noturno retém a fumaça
Além da dinâmica diária, a persistência da fumaça é impulsionada pela atuação do El Niño. De acordo com o Centro de Previsão Climática dos Estados Unidos (CPC/NOAA), o índice térmico na região oceânica Niño-3.4 atingiu 2,1 °C acima da média em setembro. Esse quadro climático intensifica o tempo seco, eleva as temperaturas e reduz a frequência de chuvas na Amazônia, o que favorece a propagação das queimadas e diminui a lavagem natural de poluentes no ar.
Assuntos
- fumaça em manaus
- qualidade do ar manaus
- queimadas na amazônia
- resfriamento noturno
- inversão térmica
- el niño amazônia
- poluição do ar
- mp2,5
Crédito da apuração original: G1
Ler matéria completa em G1