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Ribeirão Preto calcula perdas milionárias e aguarda repasses para grandes reformas

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G1há 2 h
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Três meses após um vendaval com rajadas de até 160 km/h atingir Ribeirão Preto (SP), a Prefeitura estima que os prejuízos na infraestrutura urbana e em prédios públicos superem R$ 50 milhões. A administração municipal informou que aguarda a liberação de recursos estaduais e federais para conseguir executar as intervenções estruturais mais complexas e de maior custo.

Gastos emergenciais e primeiros reparos

Até o momento, o município aplicou R$ 8,5 milhões em ações operacionais emergenciais. O montante reúne R$ 6 milhões devolvidos pela Câmara Municipal e R$ 2,48 milhões de convênio com a Defesa Civil estadual. Esses recursos financiaram a desobstrução de ruas, o recolhimento de árvores e reformas pontuais. No setor privado, empresários destinaram cerca de R$ 1,5 milhão em doações para recuperar uma unidade básica de saúde.

Impactos na infraestrutura e serviços básicos

O temporal causou a queda de 3 mil árvores, o que demandou o recolhimento de quase 10 mil caminhões de resíduos verdes em 90 dias. O vendaval também deixou 285 mil imóveis sem energia elétrica, prejudicou o funcionamento de poços do sistema de água e esgoto e danificou o telhado do Centro Administrativo.

Grandes obras e espaços culturais sem previsão

Para agilizar o atendimento inicial sem assinar novos contratos emergenciais, o Executivo utilizou atas de registro de preços ativas. De acordo com o secretário municipal de Governo, Jean Vicente, a estratégia viabilizou a conclusão de reparos em 23 das 24 escolas atingidas logo na semana seguinte ao desastre.

Contudo, as obras estruturais de grande porte continuam paralisadas e sem cronograma de entrega. O Teatro Municipal e o Teatro de Arena permanecem fechados com projetos sob análise do governo federal. O Centro Pop teve a sede desativada e opera temporariamente em outro endereço, enquanto a Escola Municipal Professor Nagib Jorge aguarda reconstrução após a queda de um tronco de 90 toneladas. O replantio de praças e parques também depende de uma nova licitação de conservação urbana prevista para novembro.

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Crédito da apuração original: G1

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