
Sal com menor teor de sódio e adição de potássio pode salvar 3 milhões de vidas ao ano
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Resumo Rapidim · 17% do texto original
A substituição do sal comum de cozinha por uma versão com menor teor de sódio e adição de potássio poderia evitar quase 3 milhões de mortes por ano no mundo. O dado integra uma modelagem matemática publicada na revista Nature Health por pesquisadores do The George Institute for Global Health, da Austrália, em parceria com instituições dos Estados Unidos e da Europa. O estudo utilizou informações de 193 países e calcula que a medida também impediria mais de 10 milhões de novos casos anuais de doenças cardíacas e renais.
Impacto na redução de mortes e doenças cardíacas
A formulação avaliada é composta por 75% de cloreto de sódio e 25% de cloreto de potássio, proporção que não altera significativamente o paladar. Essa base decorre de um ensaio clínico realizado na China com cerca de 21 mil participantes, no qual o grupo que adotou o sal enriquecido registrou 14% menos acidentes vasculares cerebrais (AVCs) e 12% menos mortes em geral. A simulação aponta que a troca apenas no saleiro doméstico evitaria 1,85 milhão de mortes anuais, representando 63% do impacto positivo total.
Como a combinação de sódio e potássio atua no corpo
Segundo o cardiologista Elzo Mattar, da Sociedade Brasileira de Cardiologia, e o cirurgião cardiovascular Ricardo Kazunori, da BP – A Beneficência Portuguesa de São Paulo, o potássio auxilia os rins na eliminação do sódio e favorece o relaxamento vascular. No Brasil, onde entre 25% e 30% dos adultos têm hipertensão, o consumo médio é de 9 gramas diárias, quase o dobro dos 5 gramas recomendados pela Organização Mundial da Saúde (OMS), órgão que já recomenda esses substitutos.
Cuidados essenciais para pacientes renais
Especialistas alertam, contudo, para o risco de hipercalemia, caracterizado pelo excesso de potássio no sangue. O perigo atinge principalmente pessoas com doenças renais moderadas a graves ou em uso de certos anti-hipertensivos e diuréticos, exigindo orientação e exames médicos antes da troca. A ampla adesão ao produto ainda depende de avanços industriais, redução de preços — atualmente o dobro do sal tradicional — e incentivos fiscais.
Assuntos
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Crédito da apuração original: G1
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