
Seca severa no Amazonas acelera erosão fluvial e força mudança de comunidades
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Resumo Rapidim · 16% do texto original
A forte estiagem no Amazonas intensificou o fenômeno das terras caídas — desmoronamento das margens dos rios —, ameaçando comunidades ribeirinhas e forçando moradores a transferir residências para áreas mais seguras. Segundo a Defesa Civil, a seca já atinge mais de 100 mil famílias no estado, que contabiliza 40 dos seus 62 municípios em situação de emergência, 17 em alerta e cinco em atenção.
Avanço das terras caídas e remoção de moradores
Na comunidade São Francisco da Mangueira, em Juruá, imóveis e até uma escola tiveram de ser reconstruídos longe do leito fluvial. De acordo com o secretário municipal de Meio Ambiente, Pedro Damasceno, os novos terrenos são definidos em conjunto com os moradores. O pescador Moisés Lima, por exemplo, já está erguendo sua terceira casa para escapar do avanço da erosão.
Impactos na infraestrutura e na pesca local
O fenômeno também derruba postes elétricos e dificulta o abastecimento de água potável. Além disso, a descida acentuada das águas secou córregos de acesso e atrasou a pesca do tambaqui e do pirarucu, principal sustentáculo econômico da região.
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Crédito da apuração original: G1
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