
Secretário-adjunto de Guarujá renuncia após defender veto a eleitores do PT
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Resumo Rapidim · 16% do texto original
O advogado Airton Sinto, de 59 anos, pediu exoneração do cargo de secretário-adjunto de Direitos Humanos e Cidadania de Guarujá, no litoral de São Paulo, após publicar mensagens contrárias à contratação de eleitores do Partido dos Trabalhadores (PT). Em postagens nas redes sociais, o ex-secretário afirmou que não compra, contrata ou presta serviços jurídicos para simpatizantes da sigla, além de sugerir que empresários façam o mesmo.
Publicações nas redes sociais e pedido de exoneração
Com atuação jurídica há 27 anos no município, Sinto representou a família de Fabiane Maria de Jesus, que morreu linchada em 2014 após ser falsamente acusada de sequestro de crianças na internet. Na política partidária, ele concorreu a cargos públicos em três ocasiões: ficou como vereador suplente em 2008 pelo PSDC, disputou a Prefeitura de Guarujá em 2012 pelo PMN e foi novamente suplente ao Legislativo em 2016 pelo PSDB.
Trajetória profissional e atuação na política
Em sua defesa, Sinto declarou que as postagens expressam convicções pessoais e profissionais, amparadas pela liberdade de expressão, e negou relação com o cargo que exercia ou incitação à violência. O advogado afirmou ainda estar sendo vítima de ofensas e patrulhamento ideológico.
Posicionamento da Prefeitura de Guarujá e da OAB
A Prefeitura de Guarujá comunicou que as manifestações do ex-secretário têm caráter estritamente pessoal e não refletem o posicionamento da administração municipal. Por sua vez, a subseção da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) de Guarujá destacou que a discriminação por motivação política viola os princípios do Estado Democrático de Direito e que agentes públicos têm o dever de agir com impessoalidade.
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Crédito da apuração original: G1
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